Ex-prisioneiro armênio revela horrores do cativeiro no Azerbaijão
Gevorg Sujyan compartilha sua angustiante experiência e clama por justiça.
Gevorg Sujyan, um trabalhador humanitário da Armênia, expôs sua dolorosa vivência de cinco anos em cativeiro no Azerbaijão, chamando atenção para a situação crítica de outros prisioneiros que ainda permanecem sob custódia.
Relato impactante de Gevorg Sujyan
Durante um evento promovido pela Save Armenia, uma ONG dos Estados Unidos, Gevorg compartilhou sua experiência ao lado de dois refugiados de Artsakh, a designação armênia para a região de Nagorno-Karabakh. Ele foi capturado em 11 de novembro de 2020, enquanto realizava entregas de ajuda humanitária, logo após um acordo de cessar-fogo mediado entre Azerbaijão, Armênia e Rússia. Em suas palavras, Sujyan deixou claro: “Eu estou aqui não para falar sobre política, nem para espalhar fobia ao Azerbaijão, porque não tenho ressentimentos contra aqueles que me capturaram e me submeteram a espancamentos pesados”.
As duras condições de encarceramento
Sujyan detalhou as terríveis condições em que foi mantido, vivendo em uma cela de apenas 8 metros quadrados, onde a esperança de sobrevivência parecia distante. Ele foi brutalmente agredido durante o trajeto até Baku, a capital azeri, e sentenciado a 15 anos de prisão por um tribunal do Azerbaijão. Nos primeiros meses de cativeiro, seus capturadores o consideraram desaparecido, ameaçando mantê-lo assim a menos que concordasse em gravar uma mensagem afirmando sua captura. “Eu não tinha esperança de sobreviver, então nem pensava na minha sobrevivência”, relatou.
Liberdade e um novo propósito
Após ser libertado em uma troca de prisioneiros em janeiro, Sujyan retornou à Armênia, mas expressou que sua liberdade não está completa enquanto outros armênios permanecem em cativeiro. Para contribuir com a causa, ele fundou a organização não governamental New Armenia Homeland-Diaspora, focando em seu trabalho humanitário e na conscientização sobre a situação dos prisioneiros armênios, que ainda conta com 19 detidos no Azerbaijão.
Um apelo urgente por apoio
Gevorg fez um apelo aos delegados presentes no evento para que disseminassem suas histórias e ajudassem a aumentar a conscientização sobre a situação dos prisioneiros armênios. Ele ressaltou que, apesar de muitos falarem sobre direitos humanos, as palavras sozinhas não são suficientes para evitar o sofrimento ou impedir que vidas humanas sejam usadas como moeda de troca.
Ao compartilhar sua história, Sujyan não apenas narra seu trauma, mas também busca um compromisso global para que a situação dos armênios detidos seja urgentemente abordada.


